Eu sou apaixonada por cinema, vou ver filmes sozinha sem problema nenhum, mas uma das coisas que mais curto é poder trocar figurinhas a respeito, mesmo que às vezes eu
Dia desses um post de uma amiga sobre um filme que achei muito bom no FB, gerou uma série de cometários e quase virou um chat.
Sabe aquele filme que quando acaba você fica sem fala, olhando pros créditos? E depois de algum tempo você, ainda sem ter palavras, só consegue dizer: "Foda!" ?
Então me lembrei de outros filmes com temáticas parecidas e me veio a ideia desse post. Pra não ficar muito longo, resolvi falar de dois filmes que me deixaram de boca aberta ao final e super recomendo.
São relativamente novos, e claro que existem outros tão bons quanto, mas lembrei desses por terem me feito pensar muito a respeito da minha vida, de valores, sonhos, a tentar ser menos egoísta e pensar em como minha ações podem afetar não somente a mim, mas a muito mais pessoas do que posso imaginar...let's talk about it
A OUTRA HISTÓRIA AMERICANA (AMERICAN HISTORY X) - Tony Kaye - 1999
Um dos melhores filmes que já vi, fiquei perplexa. Uma atuação sublime do Edward Norton, que foi indicado ao Oscar e aliás é um dos meus favoritos.
Conta a história de Derek (Norton) um rapaz branco que perde o pai, morto em um bairro negro, e se revolta, tornando-se líder de um violento grupo de Skinheads. Após matar um negro, ele vai para a prisão onde sofre horrores e encontra amizade de quem ele menos espera. A partir daí repensa sua vida e acaba mudando completamente sua forma de pensar. Depois de três anos consegue sair em condicional e se depara com seu irmão Danny (Edward Furlong) trilhando exatamente o mesmo caminho, perto de se tornar líder do mesmo grupo. Ele então percebe o quanto o preconceito e a raiva causou mal não só a si, mas à sua família, e trava uma luta para tirar seu irmão (aos olhos de quem ele é um herói) do grupo e convence-lo que na verdade ele estava errado.
- Ninguém é 100% bom ou ruim, todos nós temos uma dualidade bem/mal e somos capazes de coisas ruins e condenáveis, dependendo de quais situações a vida nos coloca.
- Julgar uma pessoa pelas ações, classe social, aparências, religião ou credo é fácil, mas extremamente perigoso, porque você não tem ideia de como é a vida dela e pelo que essa pessoa passa. Logo, numa das voltas da vida, você pode acabar prejudicando pessoas sem mesmo ter a intenção ou consciência disso.
Então me lembrei de outros filmes com temáticas parecidas e me veio a ideia desse post. Pra não ficar muito longo, resolvi falar de dois filmes que me deixaram de boca aberta ao final e super recomendo.
São relativamente novos, e claro que existem outros tão bons quanto, mas lembrei desses por terem me feito pensar muito a respeito da minha vida, de valores, sonhos, a tentar ser menos egoísta e pensar em como minha ações podem afetar não somente a mim, mas a muito mais pessoas do que posso imaginar...let's talk about it
A OUTRA HISTÓRIA AMERICANA (AMERICAN HISTORY X) - Tony Kaye - 1999
Um dos melhores filmes que já vi, fiquei perplexa. Uma atuação sublime do Edward Norton, que foi indicado ao Oscar e aliás é um dos meus favoritos.
Conta a história de Derek (Norton) um rapaz branco que perde o pai, morto em um bairro negro, e se revolta, tornando-se líder de um violento grupo de Skinheads. Após matar um negro, ele vai para a prisão onde sofre horrores e encontra amizade de quem ele menos espera. A partir daí repensa sua vida e acaba mudando completamente sua forma de pensar. Depois de três anos consegue sair em condicional e se depara com seu irmão Danny (Edward Furlong) trilhando exatamente o mesmo caminho, perto de se tornar líder do mesmo grupo. Ele então percebe o quanto o preconceito e a raiva causou mal não só a si, mas à sua família, e trava uma luta para tirar seu irmão (aos olhos de quem ele é um herói) do grupo e convence-lo que na verdade ele estava errado.
É um filme cru, denso e violento, cujo tema principal é o preconceito racial e suas consequências. Acho que nem preciso falar o quanto acho idiota essa coisa de nazismo, facismo e outros "ismos" e no quanto de coisas horríveis as pessoas fazem em nome disso, mas foram outras nuances que enxerguei e que me fizeram pensar.
Quantas vezes temos idéias e julgamentos deturpados e acabamos influenciando irmãos, filhos, amigos e nem nos damos conta?
Quantas vezes, ao passarmos por situações difíceis, a primeira coisa que fazemos é procurar culpados? Ficamos com raiva e a direcionamos para pessoas que não têm nada a ver, fazemos mal até para pessoas que amamos e não percebemos.
Quantas vezes temos idéias e julgamentos deturpados e acabamos influenciando irmãos, filhos, amigos e nem nos damos conta?
Quantas vezes, ao passarmos por situações difíceis, a primeira coisa que fazemos é procurar culpados? Ficamos com raiva e a direcionamos para pessoas que não têm nada a ver, fazemos mal até para pessoas que amamos e não percebemos.
Não é o caso do personagem do filme, mas grande parte das vezes nossas próprias escolhas nos levam a situações complicadas, mas nos esquecemos disso. A moral da história pra mim, é que a vida não é perfeita e dificuldades sempre vão existir, mas não adianta ficar com raiva do mundo, pois além de não resolver nada, pode fazer muito mal e você pode perder pessoas e momentos preciosos da vida.
CRASH, NO LIMITE (CRASH) - Paul Haggis - 2005
Quando esse filme ganhou o Oscar em 2006, não tinha visto e confesso que fiquei intrigada, afinal todo mundo só falava de O Segredo de Brokeback Mountain. Só acabei assistindo uns dois anos depois, e levei "um tapa na cara". Tem um elenco estelar, com gente como Sandra Bullock, Matt Dilon e Ryan Phillippe, e é difícil dizer se tem alguém que se destaca, estão todos muito bem.
Pra quem não viu, conta como o roubo do carro da mulher de um político famoso de Los Angeles, gera uma série de acontecimentos que vão aproximar personagens de diversas origens étnicas e classes sociais, e assim, as histórias de cada um se entrelaçam, gerando uma espécie de reação em cadeia.
O foco do filme também é o preconceito, mas aqui não é só a dualidade branco/negro como no filme anterior, mas também preconceito de etnias, classe social, e vai além, focando também relações de poder e dinheiro.
O que me marcou foi que esse filme mostra situações que poderiam acontecer comigo e com qualquer um, em como podemos pautar nossas ações por julgamentos superficiais, e tais ações podem gerar um Efeito Borboleta e atingir pessoas de uma maneira cruel sem que a gente nem mesmo chegue a tomar conhecimento.
E além disso, nós mesmos muitas vezes agimos de forma a caber no que a sociedade considera adequado, pra não sofrer preconceito, como na história de um dos personagens que é negro e finge ser budista pra não sofrer preconceito religioso, já que religiões afro não são "aceitáveis".
Aqui a moral ou morais da história pra mim são:CRASH, NO LIMITE (CRASH) - Paul Haggis - 2005
Quando esse filme ganhou o Oscar em 2006, não tinha visto e confesso que fiquei intrigada, afinal todo mundo só falava de O Segredo de Brokeback Mountain. Só acabei assistindo uns dois anos depois, e levei "um tapa na cara". Tem um elenco estelar, com gente como Sandra Bullock, Matt Dilon e Ryan Phillippe, e é difícil dizer se tem alguém que se destaca, estão todos muito bem.
Pra quem não viu, conta como o roubo do carro da mulher de um político famoso de Los Angeles, gera uma série de acontecimentos que vão aproximar personagens de diversas origens étnicas e classes sociais, e assim, as histórias de cada um se entrelaçam, gerando uma espécie de reação em cadeia.
O foco do filme também é o preconceito, mas aqui não é só a dualidade branco/negro como no filme anterior, mas também preconceito de etnias, classe social, e vai além, focando também relações de poder e dinheiro.
O que me marcou foi que esse filme mostra situações que poderiam acontecer comigo e com qualquer um, em como podemos pautar nossas ações por julgamentos superficiais, e tais ações podem gerar um Efeito Borboleta e atingir pessoas de uma maneira cruel sem que a gente nem mesmo chegue a tomar conhecimento.
E além disso, nós mesmos muitas vezes agimos de forma a caber no que a sociedade considera adequado, pra não sofrer preconceito, como na história de um dos personagens que é negro e finge ser budista pra não sofrer preconceito religioso, já que religiões afro não são "aceitáveis".
- Ninguém é 100% bom ou ruim, todos nós temos uma dualidade bem/mal e somos capazes de coisas ruins e condenáveis, dependendo de quais situações a vida nos coloca.
- Julgar uma pessoa pelas ações, classe social, aparências, religião ou credo é fácil, mas extremamente perigoso, porque você não tem ideia de como é a vida dela e pelo que essa pessoa passa. Logo, numa das voltas da vida, você pode acabar prejudicando pessoas sem mesmo ter a intenção ou consciência disso.
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